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14.6.13

diário de leitura: Precisamos Falar Sobre o Kevin #2

Não resisti quando vi isso! HAHAHA
Seis meses depois do início, um mês e meio e cem páginas depois da primeira parte desse diário de leitura, volto para dizer que minha opinião sobre o livro não mudou em absolutamente nada. Continuo achando um ótimo livro, escrito de uma maneira magnífica, mas estranhamente cansativa. Precisamos Falar Sobre o Kevin é de longe o melhor livro mais arrastado que já li na vida, mas ele me instiga, em grande parte pela escrita da autora. Eu jurava e morria jurando que Lionel Shriver era um homem, mas a Analu me alertou de que é uma mulher, e só assim pude entender como alguém (um suposto homem) pode ter escrito e descrito tão bem essa coisa de mulher e mãe, mesmo que seja uma mãe como a Eva.

Minha aversão pela Eva continua a mesma, se não estiver aumentando e evoluindo como um Pokémon geneticamente ensandecido. Independente do que o Kevin possa ter feito, ou o quanto ele diretamente a ataque, eu acho que nunca vou conseguir gostar dessa criatura, nem sentir uma gota miserável de compaixão que seja. Eu leio e não fico com raiva do Kevin, eu fico com raiva dela. Não sei totalmente porque, mas sei que meu nojinho já começou quando senti que ela tinha se arrependido de ter um filho. Não sou mãe, então não tenho propriedade para falar dessa maneira, também posso estar sendo muito romântica e endeusando a condição de mãe, mas me recuso a acreditar que seja possível renegar uma pessoa que ainda nem saiu de dentro de você. Eu realmente torço para que seja verdade toda essa historia de que já começamos a amar o bebê quando ele ainda é um amontoado de células que nem sequer tem orelhas, porque terminantemente não quero aceitar que podemos ter uma natureza “de bicho” que renega um ser que saiu de nós. Aos meus olhos, isso é desumano demais até para a própria humanidade.

Outra coisa que, acho que inconscientemente, a Eva desperta em mim é um possível medo de ser uma mãe como eu acho que ela é. Creindeuspau, não! Não quero passar meus dias de mãe afogada em lembranças e remorsos por causa da época em que eu podia passar o dia vadiando na internet sem ter ninguém para cuidar, hahaha (no caso, a Eva passava os dias viajando para montar o guia de viagens da empresa que ela tinha), ao invés de curtir e me encantar com as peripécias do meu rebento.  Esse livro passou a ser mais sobre a Eva do que sobre o Kevin, na verdade. É tudo sobre a Eva – talvez o fato de ser narrado sob a visão dela influencie isso – e as outras personagens parecem coadjuvantes. Ou talvez isso seja meu asco repudiando o fato que Eva é absurdamente e, quase magicamente, egoísta demais.

Ainda não decidi se o Kevin era psicopata, sociopata ou alguma espécie de vingador viajante do tempo que se disfarçou de filho apenas para descontar alguma coisa muito escrota que a Eva tenha feito em outra vida. Continuo com a minha tese de que ele escolheu a mãe como Judas e tudo o que ele faz é para atacá-la ou confrontá-la de alguma maneira, ainda me baseando no fato dele saber/sentir que não é um filho amado, apenas um filho que foi colocado na zona do “me acostumei com você”, o que, apesar de ser péssimo, de qualquer forma, ainda não justifica a ruindade da criatura.  Ou seja, leio, me encanto, me confundo, odeio e amo as personagens dessa historia.


Bom, espero que daqui para dezembro eu consiga terminar esse livro (acabei de passar da metade), porque já estou com vergonha antecipada por passar tanto tempo empurrando o mesmo livro com a barriga lista de todos os outros que furam a fila. Quando eu terminar, volto aqui com a tag para o veredicto final. Ou não, né? *shorando*

10 comentários:

  1. Você ainda não terminou? HAHAHAH, achei que esse post já era do veredicto final! Gabi, eu tive muita raiva da Eva, muita. O sonho da minha vida é ser mãe e eu também não consigo admitir um troço desses. Mas tinha momentos em que eu não conseguia não me compadecer por ela, ainda mais em um, que é bem lá pro final, portanto, você ainda não viu! Mas depois conversamos. Sei que fiquei muito marcada com ele!
    Beijos!

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    1. Pois ainda não, Analu!!! Já tô com vergonha mesmo! Isso nunca tinha acontecido comigo, mas eu vou terminar, nem que leve o ano todo! HAHAHAHA :x

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  2. Gostei do seu jeito de escrever...
    Esse livro que você tá lendo é aquele do filme de terror??
    Fala sério!!! Se for, não tenho coragem... O máximo que fico é com Harry Potter.
    Vou salvar seu Blog nos meus favoritos aqui no PC e se continuar me agradando eu juro que coloco na minha lista de Blogs..
    Boa sorte pra vc na leitura, ok?!
    Bjs e abraços!

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  3. Oii Gabi, amiga, lay muito fofo, parabéns ;D
    Eu não li, mas vi o filme e achei bem forte, tipo tenso =s
    Tem post novinho...

    BJinhos

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  4. Oie.
    Não li esse livro e nem vi o filme, mas entre altos e baixos ele tem, em geral, uma boa cotação. Isso da autora se mulher também me surpreendeu, mas já sabia há alguns anos, pois o encarregado a livraria onde eu trabalho me disse.
    Acredito que tu vai conseguir chegar no fim com orgulho, hahaha. Ah, faz que nem eu, lê outra coisas, depois volta.

    Bjoooos

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  5. Aaaai eu quero tanto ler esse livro! Mas com faculdade e trabalho ninguém consegue viver :( HUAHUA

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  6. Comprei esse livro e simplesmente estou muito curiosa. Comprei já sabendo que não era um livro fácil, nem digo sobre o número de páginas, pois já estou acostumada com livros com mais de 500 páginas, mas sim que conta uma estória perturbadora e intensa, me deixando ainda mais ansiosa. Pelo o fato de ser arrastado, quem cresceu lendo aqueles diálogos infinitos do Dumbledore, então HAUHAUAHU

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  7. Sei não se tenho coragem de ler este livro, seilá, ele é bem forte então eu acho melhor ficar com o Douglas ali encima junto com Harry Potter =S

    Beijos.

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  8. Vi o post aqui e optei por ver o filme ao invés de ler. Sei que é diferente mas preferi por hora. Também sonho em ser mãe um dia e esse é o tipo de história que assusta, que te faz pensar em toda responsabilidade e cuidado que precisamos ter com quem estamos criando.

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  9. Gostando ou não desse livro, ele já é bom o suficiente pra te despertar tanta emoção. Melhor ler até o final e falar 'não gostei', mas ter seus motivos e pensar sobre a história do que perder tempo com aqueles livros que a única coisa que te despertam é sono.

    Pale September

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