um blog de inspirações e expirações

26.8.12

um zepelim de chumbo sobe a escada para o céu



Não posso mais negar que virou encantamento. Demorou um bocado, mas a Led Zeppelin é agora dona da metade do meu coraçãozinho musical, e eu ando tão entusiasmada que recentemente comprei uma biografia não-autorizada da banda. Mas nem tudo são flores, meu caro leitor, há também espinhos, pedregulhos, plágios, ocultismo, sexo, drogas & rock’n’roll, afinal estamos falando de uma clássica banda de heavy metal. Comprei Led Zeppelin – Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra e dois dias depois, ele já estava comigo. Imediatamente caí de amores pelo subtítulo e pela capa, onde a palavra Led Zeppelin está impressa daquele jeitinho que muda de cor dependendo da luz e da posição, sabe? (Não sei como se chama isso ò_ó.) Fiquei empolgada só porque é capa dura e porque há fotos no fim do livro. Mal cabia dentro de mim de tanta felicidade e alegria. (Jimmy Page! Jimmy Page! Jimmy Page!) 

Já nas primeiras páginas tomei um banho de água fria: descobri que Babe I’m Gonna Leave You e Dazed and Confused são plágios. Mas é o quê? Oi? Como? É. Duas músicas da Led que eu amo não são da Led. Respira, respira, suspira, você consegue sobreviver a isso. Sobrevivi a esse choque para me dar conta de que o livro inteiro falaria de coisas boas, mas também de coisas ruins da banda: é uma biografia, afinal, e das não-autorizadas. Com o passar das páginas, fui descobrindo fatos interessantes, irrelevantes, surpreendentes, bizarros, etc. Robert Plant era um hippie loiro e bonitão, Jimmy Lindo Page era obcecado pela banda e pelo ocultismo, também usava chicotes (!!) com as groupies, Bonham era um bêbado, maluco, pirado total e John Paul Jones era o baixista tranquilo e boa praça que tinha um nome legal. Já no começo do livro fica óbvio que eles se sentiam A Imprescindível Maior Banda Intergaláctica De Todo O Universo: eles eram sim metidos a besta.
Músicos ótimos? Sim. Músicos metidos? Também
Jimmy
O livro é dividido em duas partes: 1ª, a ascensão da banda e 2ª, o declínio, porque o que subiu tem que descer, e usando a própria frase do livro: quando se chega ao topo, o único caminho possível é para baixo. É na segunda parte que o autor Mick Wall foca o ocultismo que envolvia a banda, que acredito eu por culpa do Jimmy Lindo Page que gostava muito do tema, e da lenda sobre o pacto com o diabo (exclusivo: a Xuxa também fez, gente) e afirmações de que a banda incitava você a ser amiguinho do demônio. Existe até tese sobre isso, fato que me chocou e divertiu um pouco. O livro diz também que há muitas pessoas que acreditam que Stairway to Heaven é a maneira mais famosa (e maravilhosa) de louvar o coisa ruim, e que na verdade a música se chama Stairway to Hell. Acredite, tem até aquela ideia batida de tocar a música de trás para frente. Eu não acredito em nada disso, ainda não consegui me decidir se o diabo existe mesmo ou se a maldade é coisa da natureza humana, mas sei que a crença das pessoas é muito forte e não dá para simplesmente convencer algumas delas de que elas acreditam em possíveis absurdos.

Essa é a Led te incitando a ser amiguinho do diabo. E não é o único
Subir para baixo é o que há, companheiro.
Resumão: o livro fala mal da Led. Mas fala mal porque a Led foi uma banda de rock igual às outras, envolvida numa nuvem de drogas, sexo e violência. Nesse livro fiquei sabendo o Bonham morreu na casa do Jimmy de um jeito peculiar e tranquilo, e que o Jimmy Lindo Page era um obcecadinho pelas forças das trevas (o que, acredito eu, reforça e muito a ideia do pacto) e também que depois do fim da banda, ele o Plant praticamente renegaram o John Paul Jones, o único moço bonzinho de toda essa historia. No mais, fiquei sabendo de toda a podridão e toda a maravilha que aconteceu com eles, o processo de criação das músicas e que o Elvis pediu um autógrafo para eles. Um autógrafo o Rei? Que outra palavra eu poderia usar além de Foda?

A biografia choca em alguns momentos, mas nada que abale o sentimento de admiração pela banda. Sentimento esse que em mim só cresce e cresce e cresce. Não importa quantos anos passem, músicas como Stairway to Heaven, Immigrant Song, Kashmir, Whole Lotta Love, The Battle of Evermore, All My Love e mesmo as plagiadas Babe I’m Gonna Leave You e Dazed and Confused (entre tantas outras) serão sempre músicas incríveis dessa metida, porém igualmente incrível banda de rock. Babem:



É uma pena que não dê para mostrar o efeito no título .-.

Ignorem a falta de coordenação motora de uma pessoa que grifa o livro no ônibus.
 
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