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2.6.12

sensações


daqui


Essa é uma história sobre aqueles que causam sensibilidade nas pessoas. Quero dizer, esse é um texto para aquele que causa sensibilidade em mim. O moço.
Tem gente que não sabe o estrago que faz na gente. Causa arrepio, alegria, sorriso bobo e alucinação. Então, amor é doença mental, psíquica, psicológica, neuronal, sensacional. De sensação. Esse moço, pois bem, me causa sensações, muitas, tantas, que às vezes eu confundo com uma gripe daquelas bem fortes. E nem preciso estar perto para sentir esses sinais. Basta lembrar, evocar, pensar que ele vem tão bonito e impalpável, despertador de ruídos internos nesse meu coração de passarinho.
O impacto é natural. Ele só precisa aparecer, andar, olhar rapidamente para mim e pronto, me desmancho toda em tragédias românticas. Isso é coisa de quem anda apaixonada, hein? Vendo e tendo delírios. Mas é bom. É tudo realmente muito bom.  Todas as coisas que sinto, todos os sentimentos que se misturam aqui dentro, há cores que giram e se multiplicam como um caleidoscópio divertido. E ele nem desconfia de tudo o que acontece comigo. Ele não sabe que gosto de olhar enquanto ele dorme no ônibus, desajeitado, tirando o atraso, como aqueles que acordaram cedo, dormiram tarde e fizeram muitas coisas nesse intervalo. 

Um prisma bicolor, pág. 1

Desafio #003: "Ele mora em uma sensação"

 
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