um blog de inspirações e expirações

27.12.11

retrospectiva literária 2011

daqui
Livros lidos em 2011 
(Não estão em ordem de leitura)

A vida na porta da geladeira (Alice Kuipers), Os dragões não conhecem o paraíso (Caio Fernando Abreu), O oposto do amor (Julie Buxbaum), Comer rezar amar (Elizabeth Gilbert), Estranhos estrangeiros (Caio Fernando Abreu), Pequenas epifanias (Caio Fernando Abreu), Os 13 porquês (Jay Asher), Querido John (Nicholas Sparks), O pequeno livro das grandes emoções (Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Rónai, Victor Giudice, Humberto Teixeira, Luiz Gonzaga, Lygia Fagundes Telles, Chico Buarque, Paulo Mendes Campos, Marina Colasanti), O silêncio do coração (Murilo Vianna), Obscura (Dark Gero), Opúsculo (The Harvard Lampoon), O triste fim do pequeno menino ostra (Tim Burton), Necrópole 2 - historias de fantasma (Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Richard Diegues, Gianpaolo Celli, Giorgio Capelli, Marcelo Amado, Dóris Fleury), Necrópole 3 - histórias de bruxaria (Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Richard Diegues, Gianpaolo Celli, Eric Novello, Nazarethe Fonseca), A febre amorosa (Eustáquio Gomes), Pollyanna moça (Eleanor H. Porter), Jane Eyre (Charlotte Brontë), Cheio de charme (Marian Keyes), Pergunte a Alice (Anônimo), Alta fidelidade (Nick Hornby), Madame Bovary (Gustave Flaubert), Afogando Ruth (Cristina Schwarz), Memórias de uma gueixa (Arthur Golden), Melancia (Marian Keyes), Memórias de minhas putas tristes (Gabriel Garcia Márquez), Criatura contra criador (Sarah K.), Prova de fogo (Pedro Bandeira), O ovo apunhalado (Caio Fernando Abreu), Lolita (Vladimir Nabokov), Rumo ao farol (Virginia Woolf), Olga (Fernando Morais), Limite branco (Caio Fernando Abreu), Admirável mundo novo (Aldous Huxley), As meninas (Lygia Fagundes Telles), O mundo de Sofia (Jostein Gaarder).

Legendinha fofa: Relidos Abandonados
É gente, eu não trabalho.

O casal mais apaixonante
Emily e Andrew, de O oposto do amor. O Andrew é um fofo, cara apaixonado e gente boa. A desgraçada da Emily sofre um ataque de Quem sou eu? Onde estou? e faz uma lambança na história deles. Aliás, ela faz lambança o livro inteiro, mas mesmo assim eu gamei nesses dois, são um desses casais que a gente torce do começo ao fim do livro.

Virei a noite lendo
Os 13 porquês. Não é assim uma Brastemp trama que vá virar Best Seller mundial ou ganhar um jabutizinho, mas eu fiquei presa, não queria parar de ler. A artimanha: – SPOILER – a utilização das fitas cassetes pela garota suicida ao invés de deixar uma cartinha de herança para cada uma das pessoas mencionadas meio que estalou em mim. Gostei bastante.

Chorei de soluçar
Ér... não chorei com nenhum. Só uns olhinhos marejados brevemente por um ou outro momento de alguns livros, mas nada que tenha emocionado mesmo. Sou fria e calculista without heart?

Decepção do ano
Lolita. Sacrilégio, dirá a Luciana Brito que gostou tanto desse livro. Mas sabe quando a gente vai com aquela sede desmedida e apressada, aí tropeça e derruba o pote? Pois é. É um livro com uma reputação e fama incontestáveis, e foi justamente por isso que quis lê-lo. Tentei duas vezes, uma ano passado e outra esse ano – ambas fracassadas. O enredo simplesmente não me convence: a “ninfeta” a todo momento é mostrada como provocadora, com atitudes de mulher vivida. Achei forçado.

Livro irrelevante do ano
Boa parte da lista nem cheira nem fede, mas Afogando Ruth foi o mais ou menos mais mais ou menos de todos. Às vezes bom, às vezes muito parado. A história até que é boa, mas eu fico triste quando torço para um casal e eles não ficam juntos no fim. Sorry, sou adepta do Happy End. Numa avaliação final eu diria que é um livro equilibrado.

Grifei
Alta fidelidade. Nem é um livro para ser exaltado, tem um enredo bem comum até, mas por diversas vezes encontrei trechos que piscaram em neon para mim. Identificação imediata.

O pior livro de 2011
O Silêncio do coração. Misericórdia, viu? Pior que Lolita, pior que todos os que eu abandonei. Tem uma história bem simplinha, mas não por isso foi o pior, existem livros simples e ótimos aos montes por aí. Ruim mesmo, que deu agonia desde o ínicio, é a linguagem, o jeito de escrever, de usar as palavras. Fiquei com uma impressão de escrita amadora.

Soco no estômago
Confesso que demorei para entender o que seria um livro “soco no estômago”, e até agora ainda não tenho certeza se entendi. Mas, julgando pelo meu vago entendimento e pela pesquisa de campo que fiz em blogs que postaram o meme, creio que o meu soco no estômago foi Querido John. Eu não dava nada por esse livro. Nada. Conhecia a fama, todo mundo chorava e amava esse livro e eu torcendo o bico justamente por todo o fulgor em volta dele. Tanto que só li esse ano, quando a febre já tinha passado. Lá pela metade do livro estava me maldizendo, me esculhambando por ser preconceituosa e ter essa mania de julgar livros. Querido John foi uma descoberta, um achado. Adorei a escrita do Sparks, e gostei tanto mais pela relação de John com o pai do que pelo romance com Savannah. Escrevi até uma resenha - o meu tipo de resenha – que descreve a impressão que ficou.

O mais chato
O mundo de Sofia. Esse livro é para mim igual a A cabana: todo mundo gosta, menos eu. Jesus, que livro chato. A escrita era chata, os acontecimentos chatos, a própria Sofia era chata (coitada), aquele professor (era professor?) merecia o troféu Chato Master Blaster. Tudo tão chato que abandonei o livro. A única coisa legal era Hermes, o cachorro.

Abandonei
2011 foi um ano negro. Nunca abandonei tantos livros como esse ano, foram sete: Lolita, O mundo de Sofia, As meninas, Admirável mundo novo, Limite Branco, Olga e Rumo ao farol. Os motivos? Por achar chato, não me identificar com a escrita, pegar nojinho por ter começado a ler no ônibus e ter ficado com dor de cabeça, etc.

Morri de rir
Nenhum deles me fez redobrar de dar risadas, mas a Marian Keyes tem uma escrita um tanto cômica e me fez gostar dos livros dela. Apesar de ter ficado com cara de tacho, achando que tinham arrancado o finalzinho do livro, Melancia fica sendo o eleito da categoria, por ter algumas expressões um tanto peculiares.

Aventura, fantasia ou infanto-juvenil
Normalmente não leio livros de fantasia (necas de Harry Potter), nem de aventura (serve Agatha Christie?), mas vezenquando leio livros infanto-juvenis. Esse ano li dois nesse segmento, Prova de fogo e Criatura contra criador. Nutro um carinho especial pelo primeiro, tenho aqui desde que era criança, tá até meio rasgadinho nas extremidades da capa. É meio fantasioso demais, mas eu sempre gostei do danado. O segundo é, o enredo é legal, a escrita também é legal, mas tem alguns aspectos que não entendi a razão de ter sido, como por exemplo, um dos personagens, aluno do protagonista, que aparece na história desde o começo, mas não fez nada.

Bate bola de personagens
Personagem masculino mais apaixonante: Dúvida entre Andrew, de O oposto do amor e John, de Querido John.
Personagem feminina que eu queria ser: Grace, de Cheio de charme. Queria ser ela e ter o marido dela. A história deles é uma das minhas partes favoritas do livro.
Personagem mais chato: Alberto, de O mundo de Sofia. Cismei.
Personagem mais perturbador: Hatsumomo, de Memórias de uma gueixa. A japa era doidona. Um desperdício de gueixa.
Personagem que mais me identifiquei: Ruth, de Afogando Ruth. Por ter alguns aspectos semelhantes na personalidade.

O melhor livro de 2011
Memórias de uma gueixa. Há alguns anos atrás vi o filme (nem sabia que o livro existe) e fiquei encantada com a história, achando a Sayuri a coisa mais fofa, torcendo infinitamente por ela e o Presidente (no filme eu achava que era presidente do país - tipo a Dilma - e só no livro entendi que era presidente da companhia onde era sócio com um amigo). Esse ano uma amiga me emprestou e a minha admiração pela história só fez crescer. Gostei da simplicidade da história, da escrita, da fonte que o livro foi impresso, da capa, gente, a capa é linda, a moça da capa é linda, a cor dos olhos da moça da capa é linda, enfim, o conjunto da obra é ótimo. Eu digo amazing. Cinco estrelas no Skoob.

7 comentários:

  1. Tirando Caio Fernando Abreu que não gostei de nenhum, mesmo assim li Morangos mofados e Além do ponto e outros contos (porque não sou de desistir de livro nenhum por mais insuportável que seja a leitura), devo dizer-te que amei Lolita, Memórias de minhas putas tristes, Admirável mundo novo e O mundo de Sofia. Também recomendo-lhe para o outro ano Literaura Russa - que todos deveriam conhecer mais a fundo -, principalmente pra quem quer estar mais ligado a gente de grandes escritas e alcunhas mundiais como Dostoiévski, Dante Alighieri(*italiano), Kafka (alemão), Neil Gaiman (inglês), Vladimir Nabokov. Você disse que gostaria de escrever um romance, devia ler os grandes, estes sim são invejáveis. Ah, e não te esqueças de Machado de Assis, Aluísio Azevedo e Eça de Queiroz.

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  2. Ei Gabi! Lolita realmente não é dos melhores livros do mundo, mas eu acho que é um dos 'tem que ler', porque.. precisa. sei lá, hahaha.
    E puxa, você leu um bocado esse ano! Tô doida pra ler esse do Caio que você negritou!
    Beijos

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  3. Eu não gosto muito de ler rs
    mas curto bastante tentar escrever...

    Então gostei do simpático blog
    e fiquei por aqui, espero
    que não se importe com isso;)

    Beijos e feliz 2012 pra você!

    Bruno

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  4. Adorei sua lista super rica! Ai, tenho um pé atrás com Lolita. Nunca consegui terminar de ler. E to louca para ler Querido John!!

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  5. Sério que Lolita é chato? Já ouvi falar tanto nesse livro!
    O John de Querido John é mesmo apaixonante.
    Eu sou louca pra ler Memórias de uma gueixa! Mas não sabia que tinha o filme desse livro...

    FELIZ 2012 PARA VOCÊ, DESEJO MUITAS ALEGRIAS E MUITOS LIVROS PARA LER :)

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  6. Desses todos eu li Melancia, Querido John e agora estou lendo Comer, Rezar, Amar...

    Querido John também me surpreendeu, juro! Eu não me atrevo a fazer uma lista dessas porque meu ano foi um fiasco de leitura hehe :/

    Mas adorei a sua!

    Beeijão! Feliz 2012!!!

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